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Acabou o tempo em que escrevi por ti, para ti, sobre ti.

quarta-feira, 5 de maio de 2010


O Sol brilhava por entre as nuvens e iluminava-me o rosto. Levantei-me de manhã cedo e dirigi-me para a praia. Marcava a areia tão suave com as minhas pequenas pegadas. Caminhava ao longo do areal refrescando muitas vezes o corpo com a água daquele lindo oceano. Sentei-me então á beira da água, com os joelhos encostados ao corpo visualizando as andorinhas e as gaivotas pairarem por cima do mar, muitas vezes passando por entre as pequenas ondulações formadas por esse longo manto azul. As ondas rebentavam e deslizavam na areia molhando uma parte do meu corpo. Fazia com que a areia se infiltrasse por entre os meus dedos das mãos e o vento suave daquele dia levava uns pequenos grãozinhos daquele mesmo areal. Imaginei-me então sentada a teu lado virada para o mar, enlaçando o meu braço na tua cintura e encostando a minha cabeça no teu ombro. Aquele longo manto azul e aquele infinito areal avivava na minha memória tudo o que passei a teu lado e foi mesmo por essa razão que me dirigi até àquele local. Via então as horas passarem e permaneci naquele local até o escurecer do céu. A noite estava perfeita e a brisa existente nem me arrefecia, nem me deixava com aquele calor estranho. Caminhei então e despedi-me das minhas memórias, porque são essas que me fazem sofrer. Decidi libertar-me de tudo e (re)começar.
Daniela Vieira

domingo, 25 de abril de 2010

Não queria voltar a caminhar naquela longa estrada, sozinha nem em sofrimento. Queria voltar a caminhar nesta mesma estrada, mas sim na tua companhia. Tinha esperança que no fim desta estrada te iria encontrar e puxar-te para caminharmos novamente mas no sentido contrário, até encontrarmos a chave da porta da nossa nova caminhada.
A questão era mesmo se querias voltar a dar-me a mão. Se querias voltar a caminhar comigo. Se querias voltar a pisar a mesma estrada que eu e seguir novamente os meus passos. Será que querias voltar a correr para mim e abraçar-me de forma apaixonada. Caso isso acontecesse eu retribuir-te-ia com um beijo também de forma apaixonada, caso não acontecesse imaginaria tudo isto de forma esperançosa.
Eu fui e não voltei.
Prendeste-me e não me deixaste voltar atrás.
Fizeste-me uma promessa Disseste-me:
-“ Vou voltar a beijar-te e fazer-te feliz”
Não quis acreditar no que tinha acabado de sair da tua própria boca, parecia um sonho, só me apetecia fugir dali como se fosse algo muito mau o que tinha acabado de ouvir mas sim porque tinha perfeita consciência que nada disto seria propriamente uma grande verdade.
Voltar a beijar-me era algo que eu queria à imenso tempo até porque poucas vezes o fizeste. Não era propriamente uma coisa impossível mas se o fizesses não era por me amares mas sim para fazeres de mim novamente uma “empregada” satisfazendo os teus pedidos e desejos. Não me queria voltar a sentir assim.
Fazer-me feliz era sim algo impossível se na verdade nem sequer me amava, mais difícil se tornava quando dificilmente alguém conseguiria ser feliz com simples carinhos, gestos, palavras que na verdade eram falsos.
Por tudo o que pensei decidi esquecer a oportunidade que tinha. Preferi não te aceitar de novo e sofrer com os meus próprios actos.
Vendo o fim e a lógica desta história ficarei sem ti fisicamente mas permanecerás comigo interiormente.
Vou tentar ser feliz com as recordações, lembranças que ainda me restam e com as gravações da tua voz na minha mente.
Mas uma coisa, fica já sabendo que te amo e amar-te-ei para sempre, independentemente das feridas que já provocas-te em mim, do que já me fizeste sofrer não são essas coisas que proíbem o amor que sinto por ti, mas são as pessoas que não o aceitam que fazem com que cada vez se torne mais difícil ter-te.

Daniela Vieira

sábado, 17 de abril de 2010


É o mar de lágrimas, é a esperança de uma nova correspondência, é o sofrimento e o golpe que provocaste em mim. É tudo mas não é nada. É amor que sinto, é uma próxima história. São fotos tuas diante dos meus olhos. É o filme do nosso encontro rebobinando e repetindo novamente na minha memória. É a nostalgia do amor, da tua imagem. É a monotonia das cores da Primavera. É o cheiro do teu corpo infiltrando-se em mim. É o imaginar do teu toque encaixando perfeitamente e passando delicadamente no meu corpo.

Daniela Vieira

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Que faço eu no meio da multidão? Procuro um sorriso teu. Procuro um rosto semelhante ao que aparentas ter. Sinto o cheiro do amor que muitos casais transportam e vejo as lágrimas percorrerem o meu rosto. Vejo o nosso momento desenrolar-se a meus olhos como se o vivesse novamente.
Sem esperar ver a tua imagem diante dos meus olhos, sinto um toque frio no meu ombro, algo que me arrefece profundamente.
Sem esperar ver a tua imagem diante dos meus olhos, sinto um toque frio no meu ombro tocando-me delicadamente, é algo que me arrefece profundamente. Olho para trás e vejo-te com um belo sorriso no rosto, com um ar calmo mas ao mesmo tempo via-te um pouco nervoso e eu mesma sentia esse nervosismo.
Sentia o batimento do meu coração acelerado. Não fui capaz de libertar uma única palavra, tal como aconteceu contigo. Tudo o que imaginava naquela altura se tornou em algo completamente real.
Fixá-mos o olhar e ele mesmo falou por nós, ele mesmo transmitiu tudo o que sentiamos.
Passámos minutos naquela ausência de palavras.
Respirei fundo e não consegui evitar, beijei-te a face por uns segundos apenas. Tive medo da tua reacção, mas mostraste e conseguiste transmitir o lado calmo da situação, lançando-me um sorriso encantador e arrancando de mim um suspiro de aliviu. Depois daquele sorriso teu percebi que realmente estava completamente apaixonada por ti.
Permanece-mos novamente calados, sem nada para dizer e sem qualquer despedida fui-me embora com um sorriso enorme no rosto. Tinha perfeita coinsciência que havia algo a dizer e que depois deste dia seria dificil voltar a ver-te por isso insisti comigo própria, e caminhados alguns metros decidi voltar-me para trás e olhar-te novamente pronunciando o que faltava dizer e com todo o meu amor e corajem pronunciei algo que parecia ser encantador, Amo-te.
Ouviste isto com um ar de espanto apesar de já saberes que mais tarde ou mais cedo teria de o dizer. Aceitaste estas palavras sem retribuires com o que desejaria, eu também te amo, era algo que queria ouvir da tua boca mas serias incapaz de o dizer.
Olhei novamente para ti e gravei-te na minha memória, no meu albúm de recordações de uma vida.
Abracei-te e despedi-me de ti. Sentáste-te num banco que havia por perto e aí permaneceste. Diria eu que a pensar no que aconteceu. Deixei-te e continuei o caminho deixando marcas de eterna saudade. de repente olho para trás para verificar se ainda permanecias naquele banco mas já tinhas desaparecido dando lugar à mágoa como deste lugar ao sofrimente em mim.
Partiste, e agora, quando voltarei a ver-te?


Daniela Vieira

sábado, 10 de abril de 2010


É o livro das nossas vidas que teimo em continuar a ler. São as meras palavras escritas pelo tempo que teimo em memorizar. São as frases que já não fazem sentido que teimam em ficar escritas. Porquê tanta falsidade expressa neste mesmo livro? Porquê tantas palavras que jamais serão repetidas? Teimarei em ler e reler este livro para relembrar o que um dia vivemos, mas num dia apenas. O livro retrata uma história, a minha e a tua e só eu e tu a poderemos relembrar, reler e voltar a viver tudo por um ou dois minutos para ambos percebermos o que deixamos pelo caminho. Foste alguém que por momentos me fez sentir um verdadeiro amor. Foste um sonho, não um pesadelo. Foste vida. E o que és agora? Uma mera recordação. Uma personagem principal neste livro de uma vida ou apenas de uma parte dela que agora no fim deste livro se tornou num simples rapaz.
És uma história apenas com um grande fim.


Daniela Vieira

quinta-feira, 8 de abril de 2010

É no céu que todos os dias encontro o meu sorriso e é com o meu olhar que tento fazer brilhar o sol. É com a tua presença que sei viver, não sem ela. É com o teu brilho na minha vida que choro ou até que riu. És passado, presente e serás futuro.


Daniela Vieira

sábado, 20 de março de 2010

O ninguém abstrato concreto

Ainda te lembras daquele castelo que construimos à beira-mar sempre pensando que o mar nunca o iria destruir, aquele castelo que representava tudo o que sentiamos, representava o nossa união e força com que enfrentariamos os obstaculos, mas o mar não nos ajudou e foi por isso que a sua água desfez o nosso castelo. Agora espero que também o mar apague as pegadas deixadas por ti com enorme intensidade em mim. Digo agora que quero que isso aconteça mas talvez não seja bem isso que deseje, não quero ficar sem aquele meu alimento nem sem aquilo que muitas vezes me alegra ou me faz relembrar tudo o que se passou entre dois seres como nós. Vejo-me agora como um barco à deriva sem ter forças para remar mais nesta vida que já nem o sol alegra. Preciso de ti, meu braço direito, para conseguir chegar à margem, preciso que me ajudes a afogar todo este sofrimento no sítio onde neste momento me perdi e onde as algas me prenderam, onde as rochas decidiram ser outro obstáculo tapando-me o caminha de regresso. Tu sim que és alimento que me mata a fome, sim tu que me abandonaste quando a tempestade em mim se agravou. Vejo os dias sem cor, sem cheiro, sem alegria mas sim com tristeza e monótonos, sim porque eras tu que me alegravas e me acariciavas com os teus delicados gestos de carinho. Era o teu perfume que dava Primavera à minha vida, era a tua alegria que dava Verão aos meus dias. Ficaram apenas recordações de um passado recente e um "desejo-te" num futuro próximo. Ficará muita coisa para fazer mas muitas mais por dizer. Ficará marcado no meu calemdário o dia em que nos conhecemos, em que nos vimos pela primeira vez e o dia em que tudo aconteceu. Ficaram histórias por contar e muitas mais por começar. Ficou o desejo de um toque delicado. Ficou o arrependimento nos meus gestos e naquilo que não realizei. O tempo foi pouco e o "ver-te" muito menos. O destino separou dois corpos que diziam ser inseparáveis, a distância foi ao longo do tempo separando esta concha que nos aconchegava. Passou tempo suficiente para te esquecer mas isso não aconteceu, aconteceram coisas que já não permitem o amor que ainda sinto por ti. (...) O que menos esperávamos que acontecesse acabou por acontecer, rebentou a corda que nos unia. Essa corda dizia ser forte e incapaz de se rebentar mas o pior aconteceu, separou as nossas vidas com tanta raiva que agora será impossivel voltar a uni-las e ser-mos novamente dois seres e uma vida.


Daniela Vieira