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Acabou o tempo em que escrevi por ti, para ti, sobre ti.

domingo, 25 de abril de 2010

Não queria voltar a caminhar naquela longa estrada, sozinha nem em sofrimento. Queria voltar a caminhar nesta mesma estrada, mas sim na tua companhia. Tinha esperança que no fim desta estrada te iria encontrar e puxar-te para caminharmos novamente mas no sentido contrário, até encontrarmos a chave da porta da nossa nova caminhada.
A questão era mesmo se querias voltar a dar-me a mão. Se querias voltar a caminhar comigo. Se querias voltar a pisar a mesma estrada que eu e seguir novamente os meus passos. Será que querias voltar a correr para mim e abraçar-me de forma apaixonada. Caso isso acontecesse eu retribuir-te-ia com um beijo também de forma apaixonada, caso não acontecesse imaginaria tudo isto de forma esperançosa.
Eu fui e não voltei.
Prendeste-me e não me deixaste voltar atrás.
Fizeste-me uma promessa Disseste-me:
-“ Vou voltar a beijar-te e fazer-te feliz”
Não quis acreditar no que tinha acabado de sair da tua própria boca, parecia um sonho, só me apetecia fugir dali como se fosse algo muito mau o que tinha acabado de ouvir mas sim porque tinha perfeita consciência que nada disto seria propriamente uma grande verdade.
Voltar a beijar-me era algo que eu queria à imenso tempo até porque poucas vezes o fizeste. Não era propriamente uma coisa impossível mas se o fizesses não era por me amares mas sim para fazeres de mim novamente uma “empregada” satisfazendo os teus pedidos e desejos. Não me queria voltar a sentir assim.
Fazer-me feliz era sim algo impossível se na verdade nem sequer me amava, mais difícil se tornava quando dificilmente alguém conseguiria ser feliz com simples carinhos, gestos, palavras que na verdade eram falsos.
Por tudo o que pensei decidi esquecer a oportunidade que tinha. Preferi não te aceitar de novo e sofrer com os meus próprios actos.
Vendo o fim e a lógica desta história ficarei sem ti fisicamente mas permanecerás comigo interiormente.
Vou tentar ser feliz com as recordações, lembranças que ainda me restam e com as gravações da tua voz na minha mente.
Mas uma coisa, fica já sabendo que te amo e amar-te-ei para sempre, independentemente das feridas que já provocas-te em mim, do que já me fizeste sofrer não são essas coisas que proíbem o amor que sinto por ti, mas são as pessoas que não o aceitam que fazem com que cada vez se torne mais difícil ter-te.

Daniela Vieira

sábado, 17 de abril de 2010


É o mar de lágrimas, é a esperança de uma nova correspondência, é o sofrimento e o golpe que provocaste em mim. É tudo mas não é nada. É amor que sinto, é uma próxima história. São fotos tuas diante dos meus olhos. É o filme do nosso encontro rebobinando e repetindo novamente na minha memória. É a nostalgia do amor, da tua imagem. É a monotonia das cores da Primavera. É o cheiro do teu corpo infiltrando-se em mim. É o imaginar do teu toque encaixando perfeitamente e passando delicadamente no meu corpo.

Daniela Vieira

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Que faço eu no meio da multidão? Procuro um sorriso teu. Procuro um rosto semelhante ao que aparentas ter. Sinto o cheiro do amor que muitos casais transportam e vejo as lágrimas percorrerem o meu rosto. Vejo o nosso momento desenrolar-se a meus olhos como se o vivesse novamente.
Sem esperar ver a tua imagem diante dos meus olhos, sinto um toque frio no meu ombro, algo que me arrefece profundamente.
Sem esperar ver a tua imagem diante dos meus olhos, sinto um toque frio no meu ombro tocando-me delicadamente, é algo que me arrefece profundamente. Olho para trás e vejo-te com um belo sorriso no rosto, com um ar calmo mas ao mesmo tempo via-te um pouco nervoso e eu mesma sentia esse nervosismo.
Sentia o batimento do meu coração acelerado. Não fui capaz de libertar uma única palavra, tal como aconteceu contigo. Tudo o que imaginava naquela altura se tornou em algo completamente real.
Fixá-mos o olhar e ele mesmo falou por nós, ele mesmo transmitiu tudo o que sentiamos.
Passámos minutos naquela ausência de palavras.
Respirei fundo e não consegui evitar, beijei-te a face por uns segundos apenas. Tive medo da tua reacção, mas mostraste e conseguiste transmitir o lado calmo da situação, lançando-me um sorriso encantador e arrancando de mim um suspiro de aliviu. Depois daquele sorriso teu percebi que realmente estava completamente apaixonada por ti.
Permanece-mos novamente calados, sem nada para dizer e sem qualquer despedida fui-me embora com um sorriso enorme no rosto. Tinha perfeita coinsciência que havia algo a dizer e que depois deste dia seria dificil voltar a ver-te por isso insisti comigo própria, e caminhados alguns metros decidi voltar-me para trás e olhar-te novamente pronunciando o que faltava dizer e com todo o meu amor e corajem pronunciei algo que parecia ser encantador, Amo-te.
Ouviste isto com um ar de espanto apesar de já saberes que mais tarde ou mais cedo teria de o dizer. Aceitaste estas palavras sem retribuires com o que desejaria, eu também te amo, era algo que queria ouvir da tua boca mas serias incapaz de o dizer.
Olhei novamente para ti e gravei-te na minha memória, no meu albúm de recordações de uma vida.
Abracei-te e despedi-me de ti. Sentáste-te num banco que havia por perto e aí permaneceste. Diria eu que a pensar no que aconteceu. Deixei-te e continuei o caminho deixando marcas de eterna saudade. de repente olho para trás para verificar se ainda permanecias naquele banco mas já tinhas desaparecido dando lugar à mágoa como deste lugar ao sofrimente em mim.
Partiste, e agora, quando voltarei a ver-te?


Daniela Vieira

sábado, 10 de abril de 2010


É o livro das nossas vidas que teimo em continuar a ler. São as meras palavras escritas pelo tempo que teimo em memorizar. São as frases que já não fazem sentido que teimam em ficar escritas. Porquê tanta falsidade expressa neste mesmo livro? Porquê tantas palavras que jamais serão repetidas? Teimarei em ler e reler este livro para relembrar o que um dia vivemos, mas num dia apenas. O livro retrata uma história, a minha e a tua e só eu e tu a poderemos relembrar, reler e voltar a viver tudo por um ou dois minutos para ambos percebermos o que deixamos pelo caminho. Foste alguém que por momentos me fez sentir um verdadeiro amor. Foste um sonho, não um pesadelo. Foste vida. E o que és agora? Uma mera recordação. Uma personagem principal neste livro de uma vida ou apenas de uma parte dela que agora no fim deste livro se tornou num simples rapaz.
És uma história apenas com um grande fim.


Daniela Vieira

quinta-feira, 8 de abril de 2010

É no céu que todos os dias encontro o meu sorriso e é com o meu olhar que tento fazer brilhar o sol. É com a tua presença que sei viver, não sem ela. É com o teu brilho na minha vida que choro ou até que riu. És passado, presente e serás futuro.


Daniela Vieira